BOCCIA – UM DESPORTO PARA TODOS

No dia 25 de fevereiro, no âmbito do clube de Escola Ativa, os alunos tiveram a honra de receber, na
nossa escola, o atleta paraolímpico da modalidade de Boccia, José Carlos Macedo, acompanhado pelo
seu pai, o Sr. Manuel Macedo. A atividade teve início com uma breve palestra, na qual os alunos, para
além de conhecerem um pouco da história e do percurso desportivo do José Carlos Macedo, tiveram a
oportunidade de visualizarem as medalhas ganhas nos jogos em que participou e de fazerem algumas
perguntas.

O José Carlos participou nos Jogos Paralímpicos de Atlanta 96, Sydney 2000 e foi duas vezes Vice-
Campeão Mundial e Europeu.

Em 2016, José Carlos Macedo foi condecorado pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de
Sousa, com a medalha da Ordem de Mérito, sendo este um momento muito especial porque simbolizou
o reconhecimento ao mais alto nível de todo o trabalho desenvolvido.
José Carlos Macedo terminou a carreira de atleta em 2022, aos 50 anos, após os Jogos Paralímpicos
Tóquio 2020, com um palmarés de seis medalhas paralímpicas (três de ouro, uma de prata e duas de
bronze) na modalidade de boccia, classe BC3. Ao longo da sua carreira desportiva, de 30 anos, José
Carlos Macedo conquistou ainda vários títulos europeus e mundiais e representou os emblemas da
Associação de Paralisia Cerebral de Braga e do Sporting Clube de Braga.
De realçar que, em Merelim S. Pedro, existe um pavilhão gimnodesportivo e uma rua com o seu nome,
em sua homenagem.
Após a palestra, os alunos tiveram a oportunidade de experimentarem a modalidade orientados por José
Carlos e pelo seu pai.
Durante o decorrer de toda a atividade os alunos revelaram total interesse, empenho e um
comportamento exemplar.

Hepatologistas alertam portugueses para consequências do desafio viral com Paracetamol

Fenómeno que circula nas redes sociais é alarmante e fatal

Hepatologistas alertam portugueses para consequências do desafio viral com Paracetamol

A Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado (APEF), enquanto entidade científica dedicada à promoção da saúde hepática, manifesta uma preocupação extrema perante o “Desafio do Paracetamol”, uma tendência que circula nas redes sociais, em particular no TikTok, e que incentiva crianças e adolescentes a ingerir deliberadamente doses tóxicas deste medicamento.

De acordo com Mónica Sousa, membro da direção da APEF, “os profissionais na área do transplante hepático testemunham diariamente consequências devastadoras da insuficiência hepática aguda (destruição do fígado irreversível), provocada por vários motivos. O que para muitos jovens pode parecer uma brincadeira inofensiva pode, em poucas horas, transformar-se numa emergência médica com desfecho fatal ou na necessidade de um transplante de fígado”.

“É imperativo que a sociedade compreenda a gravidade deste fenómeno. O paracetamol, embora seguro nas doses recomendadas, possui uma margem terapêutica estreita. Uma sobredosagem pode provocar lesões hepáticas graves, irreversíveis e potencialmente fatais”, alerta Mónica Sousa.

Os sintomas iniciais, como náuseas ou dor abdominal, são muitas vezes ligeiros ou inexistentes. “Esta ausência de sinais cria uma falsa sensação de segurança nas primeiras 24 a 48 horas, enquanto o fígado sofre danos progressivos e, por vezes, irreversíveis. Quando os sinais clínicos se tornam evidentes, pode já ser demasiado tarde”, explica a especialista.

E acrescenta: “uma conversa hoje pode salvar uma vida amanhã. Se suspeitar que alguém ingeriu uma dose excessiva de paracetamol, procure ajuda médica de emergência de imediato, mesmo que não existam sintomas aparentes. A administração precoce de um antídoto disponível, é tanto mais eficaz quanto mais cedo for iniciada. O fígado é um órgão vital. Não permitamos que uma tendência irresponsável das redes sociais destrua o futuro dos nossos jovens”.

O consumo concomitante de álcool agrava significativamente a toxicidade do paracetamol, um risco acrescido particularmente relevante na população adolescente, onde a experimentação com bebidas alcoólicas é frequente.

A APEF apela aos pais e educadores, para que falem abertamente com os jovens sobre os perigos reais dos desafios das redes sociais; que guardem os medicamentos em locais seguros e inacessíveis, e que estejam atentos a alterações comportamentais que possam indicar a participação neste tipo de atividades; aos profissionais de saúde, para que reforcem a vigilância na dispensa de medicamentos a menores e que mantenham um elevado índice de suspeição perante quadros de intoxicação em adolescentes, mesmo na ausência de sintomas evidentes; e às plataformas digitais, de forma a que assumam a sua responsabilidade na monitorização e remoção efetiva de conteúdos que incentivem comportamentos autolesivos, especialmente junto dos utilizadores mais jovens.

O fenómeno que circula nas redes sociais na Europa e no mundo é alarmante. Nas últimas semanas, as autoridades sanitárias de diversos países europeus têm vindo a emitir alertas urgentes. Em Espanha, o Hospital Materno-Infantil de Málaga reportou a admissão de vários adolescentes entre os 11 e os 14 anos com quadros de intoxicação grave por paracetamol. Em França, a Agência Nacional de Segurança do Medicamento (ANSM) emitiu um alerta formal aos profissionais de saúde e aos pais, recordando que a sobredosagem de paracetamol é a primeira causa de transplante hepático de origem medicamentosa naquele país. Na Alemanha, o Ministério da Saúde declarou estar a acompanhar a situação com grande preocupação. A Bélgica, a Suíça e a Eslovénia emitiram igualmente comunicados conjuntos alertando para esta tendência perigosa. No Reino Unido, onde já existem restrições à venda de paracetamol sem receita, foram reportados casos de jovens entre os 15 e os 17 anos hospitalizados após participarem neste tipo de desafio. Nos Estados Unidos, registou-se a morte trágica de um adolescente de 13 anos em 2023 na sequência de um desafio semelhante.

A APEF saúda e subscreve integralmente o alerta emitido pelo Bastonário da Ordem dos Médicos, Dr. Carlos Cortes, o perigo desta intoxicação é o seu silêncio, reforçando as orientações sobre doses seguras e limites de toxicidade.

Clube do Ambiente – Campanha Seja ECO Solidário – Recolha de tampinhas de plástico

No dia 19 de fevereiro, os alunos do Clube do Ambiente participaram, com empenho e motivação, na entrega das tampinhas de plástico recolhidas na Escola Básica Mosteiro e Cávado para doar à Princesa Lara, menina de Braga que apresenta uma doença rara.

Esta ação de solidariedade social e de cidadania ambiental, que já é realizada desde há três anos na nossa escola com o objetivo de ajudar a Princesa Lara, continua com a participação ativa da comunidade educativa.

Um bem-haja à comunidade pela participação nas iniciativas solidárias.

Eco-Escolas – Articulação com Inglês e Educação Tecnológica

Lembrar a nossa relação com o Planeta, com uma questão em inglês, foi um desafio especial proposto à turma do 5.º C, na disciplina de inglês, que foi concluído, com criatividade, na disciplina de educação tecnológica, com as mensagens em cartões elaborados pelos alunos. A questão “How is my relationship with the Planet?”  permitiu aos alunos refletir sobre a sua relação com o Planeta e treinar a escrita de palavras e frases em inglês, com ênfase no slogan “SAVE THE PLANET”. Os cartões ficaram numa exposição, no dia 13 de fevereiro, decorada com corações, em cartolina, reutilizados de anos anteriores.

Parabéns aos alunos da turma 5.º C e alguns voluntários do 6.º D, pelo envolvimento na atividade simbólica que, para além do desenvolvimento de capacidades em diferentes disciplinas, permitiu relembrar a importância da preservação do nosso Planeta.

Agradecemos às professoras, de inglês e de educação tecnológica, a participação no desafio.

Orçamento Participativo Escolar – Comunicação à Comunidade Escolar

O Projeto “Conhecer o Mundo” pretende reinventar os espaços escolares e as práticas educativas para
enfrentar os desafios do século XXI: desmotivação, exclusão, rigidez curricular, desatualização tecnológica e
pouca valorização da diversidade, e propõe a renovação do espaço escolar, inspirado no modelo de
coworking, para criar ambientes inovadores, inclusivos e funcionais que promovam aprendizagens
significativas
A concretização deste projeto foi assumida por um grupo de alunos de várias turmas e anos de
escolaridade como a sua proposta para o Orçamento Participativo Escolar 2025/26 do Município de Braga,
tendo a proposta sido aprovada, aguardando-se o financiamento.
Para a sala “Oficina do Conhecimento” estão previstas áreas dedicadas como: Espaço Vida (atividades de
vida diária para alunos com necessidades específicas), Espaço Raízes (acolhimento de migrantes e
promoção da interculturalidade), Espaço Natura (experiências científicas e contacto com a natureza),
Espaço TecLab (tecnologia e inovação), Espaço Cria (mundo artístico) e Espaço Ágora (debate e cidadania).
Também o auditório e a sala de música serão alvo de uma requalificação tecnológica, funcionando como
espaços complementares à sala “Oficina do Conhecimento”, num projeto onde o AEMC, através da
reconfiguração física e pedagógica dos espaços, procurará transformar a experiência escolar numa vivência
rica, inclusiva e conectada com a realidade dos alunos, combatendo a fragmentação curricular, o
isolamento de disciplinas e a desconexão que por vezes é sentida entre a vida escolar e o mundo atual.